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Dutos no Estado de São Paulo

As linhas de dutos mais antigas foram construídas pela COMGAS no início do século XX e pela PETROBRAS, nos anos cinqüenta, mas foi no ano de 1990 que estas empresas construíram o maior número de dutos. Além dos que são operados pela PETROBRAS, a qual transporta petróleo e derivados além do gás natural, há também os de outras empresas como a COMGÁS, GÁS NATURAL e GÁS BRASILIANO, todas transportando exclusivamente gás natural.

Dutos e Produtos Transportados:

Petróleo e derivados
No Estado de São Paulo, são transportados petróleo ou óleo cru, os quais são recebidos pelo Terminal Marítimo de São Sebastião, da PETROBRAS, diretamente dos navios petroleiros e posteriormente bombeados para as refinarias da mesma companhia, localizadas em Cubatão, Paulínea e São José dos Campos. Depois de serem processados, há a distribuição de gasolina, diesel, nafta e, óleo combustível entre outros produtos, por entre as diversas bases da PETROBRAS e também de outras companhias envolvidas com o armazenamento e distribuição destes produtos, localizadas em todo o estado, formando uma extensa malha de dutos.

Gás Natural e GLP

Há também um outro complexo de dutos, destinados a transportar gás natural e gás liqüefeito do petróleo (GLP). Esta rede de dutos é administrada pela PETROBRAS, COMGAS, GÁS BRASILIANO e GÁS NATURAL.
O gás natural é composto principalmente por metano e etano e, além de ser mais leve do que o ar (o que faz com que se dissipe em caso de vazamento), não é tóxico. O gás natural chega de forma canalizada, pela rede de distribuição de gasodutos da COMGAS para São Paulo proveniente de três origens distintas: Bacia de Campos (RJ), pelo GASPAL – gasoduto Rio de Janeiro /São Paulo, da Bacia de Santos (SP) pelo GASAN – gasoduto Santos-SP, e também da Bolívia, vindo pelo GASBOL – gasoduto Brasil-Bolívia, gerenciados pela TRANSPETRO.

É distribuído para residências, estabelecimentos comerciais e industriais, entre outros, por intermédio de uma extensa rede de dutos, sob praticamente toda região da Grande São Paulo, passando principalmente em áreas de intensa concentração urbana. O gás natural veicular é distribuído pela COMGAS para determinados postos de combustíveis, situados na região metropolitana de São Paulo, Campinas e Vale do Paraíba.

O GLP é composto basicamente por propano e butano, gases altamente inflamáveis. É transportado e armazenado em butijões de diversos tamanhos e, recebe uma substância odorizante, mercaptana, a qual permite a percepção olfativa em caso de vazamento.

Dutos operados pela PETROBRAS

Os dutos mais antigos da PETROBRAS são dois ramais especiais construídos em 1951 e 1953; uma linha de claros (derivados refinados do petróleo) (a OSSP) de 1952 e um outro ramal especial de GLP, em 1957. Atualmente possui vinte e seis linhas de dutos e três de cabos ópticos, cujo traçado no Estado de São Paulo se encontra, assim distribuído:

Dutos estaduais

– OBATI: Oleoduto Barueri / Utinga. Duas linhas. Transporta produtos claros e escuros, em operação desde 1984. Extensão 50,4 km e 49,6 km;

– OPASA: Oleoduto Paulínea / São Paulo. Três linhas, sendo duas de claros (OPASA 10′ e 14′) em operação desde 1972, com 98,8 km e 98,8 km de extensão respectivamente e uma de óleo combustível (OPASA 16′) em operação desde 1974, com 98,2 km de extensão.

– OSBAT: Oleoduto São Sebastião/Cubatão. Duas linhas de petróleo de 24′, em operação desde 1968, sendo uma linha entre São Sebastião e Guaratuba com 70,5 km de extensão e outra entre Guaratuba e a Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, com 50,5 km de extensão.

– OSPLAN I: Oleoduto do Planalto, de 24′: Três linhas, todas em operação desde 1973, sendo duas de produtos claros entre o terminal de São Sebastião e base intermediária de Rio Pardo, com 32,5 km e 49,7 km de extensão respectivamente, e uma de óleo combustível, entre Rio Pardo e Guararema, com 152,7 km de extensão.

– OSPLAN II: Oleoduto São Sebastião/Refinaria do Planalto (REPLAN) de 18′, que transporta produtos claros, em operação desde 1991, com 153,5 km de extensão.

– OSSP:Oleoduto Santos/São Paulo, de 10′ B, com uma linha que transporta tanto Gás Liqüefeito do Petróleo (GLP) como produtos claros, com 37,8 km de extensão, em operação desde 1969.

– OSSP de 14′ A: Oleoduto Santos / São Paulo. Duas linhas que transportam tanto GLP (Gás Liqüefeito do Petróleo) como produtos claros e, outra entre Cubatão e São Caetano, com 46,2 km de extensão, em operação desde 1989.

– OSSP: Oleoduto Santos / São Paulo, de 18′, com duas linhas, entre Cubatão e São Caetano, sendo uma de produtos claros com 37,8 km de extensão, em operação desde 1952 e outra de óleo combustível, com 37,9 km de extensão, em operação desde 1980.

– A: Alemoa – Santos/Cubatão, com cinco linhas:

 

  • A-2 de 14′: Alemoa-Santos/Cubatão de Nafta e GLP, 9,6 km de extensão, em operação desde 1988;
  • A-4 de 18′: Santos/Cubatão, de gasolina, com 9,6 km de extensão, em operação desde 1988;
  • A-6: de 14′, de diesel, com 9,6 km de extensão, em operação desde 1988;.
  • A-8: 18 de óleo combustível, com 9,7 km de extensão, em operação desde 1980 e,
  • A-9 10 Alemoa – Santos/Cubatão, de GLP, com 9,7 km, em operação desde 1957.– Ramal Especial (RE): 4 linhas entre Refinaria de Capuava (RECAP) e São Caetano: duas de claros/GLP (9,7 km); uma terceira de óleo combustível com também 9,7 km de extensão, em operação desde 1951 e a quarta, de petróleo, com 34,4 km, em operação desde 1953.

    – OSVAT: Oleoduto São Sebastião/Vale do Paraíba de 16′. Três linhas: uma de claros, entre Refinaria Vale do Paraíba e Guararema, com 36,1 km de extensão, em operação desde 1988; uma segunda também de claros, entre Guararema e Guarulhos, com 58,7 km de extensão, em operação desde 1988 e uma terceira de diesel, entre Suzano e São Caetano, com 37,7 km de extensão, em operação desde 1988.

    – OSVAT: Oleoduto São Sebastião/Vale do Paraíba de 22′. Duas linhas: uma de claros, entre Refinaria Vale do Paraíba (REVAP) e Guararema, com 36,2 km de extensão, em operação desde 1978 e outra de 24′, de óleo combustível, entre REVAP e Guarulhos, com 95,6 km de extensão, em operação desde 1978.

    – OSVAT : Oleoduto São Sebastião/Vale do Paraíba: quatro linhas: sendo de 22’de claros e de 24′ de escuros; entre Guararema e Guarulhos de 58,7 km de extensão, em operação desde 1978. As outras duas são de 22′ de claros e de 24′ de óleo combustível, com 24,7 km de extensão ambas, situadas entre São Caetano e Guarulhos, em operação desde 1978.

    – OSVAT I: Oleoduto São Sebastião/Vale do Paraíba: quatro linhas, todas de petróleo, sendo uma de 30′ entre Guararema e Refinaria de Paulínea (REPLAN) com 152,7 km de extensão, em operação desde 1978; uma segunda de 34′ entre Guararema e Refinaria do Vale do Paraíba (REVAP), com 35,1 km de extensão, uma terceira de 38′, entre Rio Pardo e Guararema com 48,6 km e a quarta de 42′, entre São Sebastião e Rio Pardo, com 34,4 km de extensão.

    – Ramal (R): Sete ramais entre a Refinaria Presidente Bernardes em Cubatão (RPBC) e a EBC, assim distribuídos: de claros (1/2,0 km de extensão); de petróleo (4/3, 6 km); de claros (5/ 20 km); de claros (6/2,0 km); de escuro (7/2,0 km); de escuros (8/2,0 km); de GLP (9/2,2 km) / EBC/RPBC, todos de 1993.

    – GASAN: Gasoduto Santos-SP de 12′ de gás natural entre a Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC) e a Refinaria de Capuava (RECAP), com 37,0 km de extensão, em operação desde 1993.

    Dutos interestaduais

    – GASPAL: Gasoduto Rio de Janeiro /São Paulo de gás natural, de 22′ entre Guarararema e Refinaria de Capuava (RECAP), com 60,5 km, em operação desde 1988.

    – OSBRA: Oleoduto São Paulo / Brasília que transporta produtos claros, álcool e GLP, de 20′ entre a REPLAN até Divisa entre São Paulo e Minas Gerais, com 970 km de extensão, em operação desde 1996.

    – OSRIO: Oleoduto Rio de Janeiro/São Paulo. Duas linhas, de 16′ ambas de claros, sendo uma vindo do Rio de Janeiro por Lorena (SP) até a Refinaria do Vale do Paraíba (REVAP), com 94,1 km de extensão e outra entre a REVAP e Guararema, com 36,6 km de extensão, em operação desde 1990.

    – GASBOL: Gasoduto Brasil – Bolívia. Duas linhas: (1): REPLAN, com 153 km de extensão e (2) Brasil/Bolívia, com 3.150 km de extensão, sendo 2.593 km no Brasil e 557 km na Bolívia.

    Ramais

    – CUMBICA: duto de 6’com querosene de aviação (QAV), em operação desde 1985; de GL com 7,5 km de extensão, em operação desde 1996 e outro duto, de 10′, também de QAV, com 7,5 km;

    – OSBRA: Oleoduto São Paulo / Brasília de 6′ e de 10′ de gasolina e diesel, com ramais em Ribeirão Preto, com 8,9 km de extensão, em operação desde de 1996.

    – NAFTA/DUTO de 22′, entre São Caetano e PQU ( Petroquímica União), com 8,5 km, em operação desde 1978.

    Dutos marítimos

    – MERLUZA: de gás natural, entre Praia Grande (SP) e a Refinaria Presidente Bernardes em Cubatão (RPBC), com 29,0 km de extensão, em operação desde 1993.

    – SÃO SEBASTIÃO: Linhas Submarinas: N/34 Píer Sul/GLEBA D; LS -S/34 Píer Sul/GLEBA D, com 2,5 km de extensão, ambos de petróleo, em operação desde 1984.

    Cabos ópticos

    – OBATI- ESC de 14′, entre Barueri e São Caetano, com 49,6 km de extensão, em operação desde 1974.

    – OPASA de 16’entre a REPLAN e a Base de BARUERI, com 98,2 km de extensão, em operação desde 1974.

    – OSPLAN I de 24’entre Guararema e a REPLAN, com 152,7 km de extensão, em operação desde 1973.

    Outros

    – TEBAR: São Sebastião: Armazenamento de GLP;

    – TEBAR: Emissário submarino, com 3,0 km de extensão: estocagem de petróleo e resíduos sólidos.

    – RECAP: Mauá, transportando propeno.

    Dutos operados pela COMGAS

    A COMGAS – Companhia de Gás de São Paulo completou 130 anos de existência e transporta gás por meio de dutos, há mais de setenta anos. Conta com uma malha de mais de 3.000 km de gasodutos distribuídos pela região metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Vale do Paraíba e Campinas principalmente. É uma empresa estatal, atualmente formada por um consórcio com participação de duas companhias estrangeiras, a Shell e a British Gas.

    Dutos operados pela COMPANHIA GÁS NATURAL

    Seus dutos estão em operação desde fevereiro de 2002, abrangendo as cidades de Itu, Salto, Sorocaba e Votorantim, formando uma rede com extensão de 100 km de aço, em alta pressão (5 a 35 bar), e 70 km de dutos de polietileno em média pressão (1 a 4 bar). Em construção estão mais 50 km de rede de aço, em alta pressão, junto às cidades de Araçoiaba da Serra, Capela do Alto, Tatuí e Cesário Lange. Alguns dos municípios mencionados pertencem às áreas de preservação permanente.

    A rede de dutos de polietileno atende principalmente às residências e estabelecimentos comerciais, sendo de característica predominantemente urbana. O traçado da rede de aço passa paralelamente junto às rodovias (Castelo Branco e Raposo Tavares), ferrovias e principais avenidas das citadas cidades, englobando áreas urbanas e rurais, incluindo travessias sob cursos d’água.

    Dutos operados pela COMPANHIA GÁS BRASILIANO

    A GÁS BRASILIANO transporta gás natural por meio de dutos de 70 km em aço carbono, a alta pressão (35 kgf/cm²) e de 70 km de polietileno a média pressão (5 kgf/cm²) e estão em operação desde o início de 2003. Algumas das cidades abrangidas são: Araraquara, São Carlos, Ribeirão Preto, Araçatuba, Matão e Porto Ferreira.

    A tubulação em aço está predominantemente localizada em área rural, cortando também, aproximadamente, 3 a 4 km de áreas consideradas urbanas. A tubulação em polietileno é totalmente instalada em áreas urbanas. O traçado da rede de aço passa paralelamente junto às rodovias (Anhangüera e Washington Luís), ferrovias incluindo travessias sob cursos d’água, e sob principais avenidas das cidades citadas.

    Agradecemos à COMGAS, GÁS BRASILIANO e GÁS NATURAL
    pelas informações gentilmente fornecidas à CETESB para elaboração desta página!