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Introdução

O que são os dutos e que tipo de substâncias transportam?

Dutos são tubulações especialmente desenvolvidas e construídas de acordo com normas internacionais de segurança, para transportar petróleo e seus derivados, álcool, gás e produtos químicos diversos por distâncias especialmente longas, sendo então denominados como oleodutos, gasodutos ou polidutos. São construídos com chapas que recebem vários tratamentos contra corrosão e passam por inspeções freqüentes, através de modernos equipamentos e monitoramento à distância. Entre os dispositivos de segurança estão válvulas de bloqueio, instaladas em vários intervalos das tubulações para impedir a passagem de produtos, em caso de anormalidades. Desta forma um duto permite que grandes quantidades de produtos sejam deslocados de maneira segura, diminuindo o tráfego de cargas perigosas por caminhões, trens ou por navios e, consequentemente, diminuindo os riscos de acidentes ambientais.

Linha de oleoduto em reparo.

Linha de oleoduto em reparo.

Há dutos internos, ou seja situados no interior de uma instalação como há também os intermunicipais, interestaduais ou internacionais. Estas tubulações de aço interligam píeres, terminais marítimos e fluviais, campos de produção de petróleo e gás, refinarias, companhias distribuidoras e consumidores. Na maioria são subterrâneos mas há também os aéreos e os submarinos, situados nas imediações das plataformas de petróleo e dos terminais. Assim sendo, o traçado dessas linhas de dutos podem ser encontrados em áreas urbanas, rurais, passando sob ruas, avenidas e rodovias; condomínios; fazendas, serras e montanhas, rios, mares e manguezais e uma grande variedade de localidades.

Linha de dutos enterrados ao lado da Rodovia dos Imigrantes - São Paulo.

Linha de dutos enterrados ao lado da Rodovia dos Imigrantes – São Paulo.

Mesmo construídos e operados dentro dos padrões máximos de segurança internacional, os dutos estão sujeitos erosão, deslizamentos de terra, corrosão, queda de rochas, atos de vandalismo, ação de terceiros, os quais podem ocasionar os vazamentos e, em função da alta pressão com que os produtos são bombeados e da periculosidade das substâncias transportadas, os danos ambientais e sócio-econômico raramente são pequenos.

Oleodutos enterrados em área de mangue - REDUC PETROBRAS

Oleodutos enterrados em área de mangue – REDUC PETROBRAS

De 1978 a 2016, foram registradas 282 ocorrências envolvendo transporte por duto no Estado de São Paulo. A frequência de ocorrências e quantidade de volume vazado era muito alta entre os anos 1980 e 1990, havendo significativa mudança para melhor nos anos seguintes, como pode ser observado nos registros do SIEQ – Sistema de Emergências Químicas da CETESB, disponível em: http://sistemasinter.cetesb.sp.gov.br/emergencia/relatorio.php .

Entre as ocorrências mais significativas, de acordo com volume vazado e áreas sensíveis atingidas, destacam-se:

  • 1983: rompimento do oleoduto em Bertioga (SP) causando vazamento de aproximadamente 2.500 m³ de petróleo, 
  •  1984:  rompimento do oleoduto na Vila Socó, Cubatão (SP), com vazamento de aproximadamente 1.200 mde gasolina, seguindo de incêndio,
  • 1994: rompimento do oleoduto em São Sebastião (Costão do Navio), vazando aproximadamente 2.700 mde petróleo,
  • 1982: rompimento do oleoduto em Guararema, com vazamento de 410 m³ de petróleo,
  • 2001: rompimento do oleoduto em Barueri, em condomínio de alto padrão, com vazamento de 200 m³ de petróleo,
  • 2001: rompimento de gasoduto em Barueri, em área urbana, com vazamento de 150 toneladas de GLP,
  • 2004: rompimento do oleoduto em São Sebastião (Guaecá) com vazamento de aproximadamente 233 m³ de petróleo,
  • 2007: rompimento de gasoduto em Jundiaí com vazamento de 3717 m³ de gás natural ,
  • 2013: rompimento de oleoduto em São José dos Barreiros com vazamento estimado em 49 m³ de óleo diesel.